A proposição solicita formalmente informações ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública, por intermédio da Polícia Rodoviária Federal, acerca de denúncias sobre um suposto monitoramento irregular de parlamentares e ex-parlamentares por estruturas estatais de inteligência. O texto busca esclarecer se ferramentas de rastreamento e bases de dados, tais como os sistemas "Alerta Brasil" e "Córtex", foram utilizadas para o acompanhamento de rotinas e deslocamentos de agentes políticos sem a devida autorização judicial ou amparo legal. Além disso, o requerimento questiona a existência de protocolos internos de auditoria e de diretrizes administrativas voltadas a apurar o uso indevido dessas tecnologias, incluindo consultas específicas sobre nomes como Arthur Lira, Eduardo Cunha, Rodrigo Maia e Rogério Marinho.
O texto principal desta matéria foi aprovado ou rejeitado por votação simbólica em Plenário (sem registro nominal individual de votos no painel eletrônico).
Esta sessão deliberou sobre a votação de um requerimento de informação direcionado ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública para apurar denúncias de uso supostamente irregular de sistemas de inteligência da Polícia Rodoviária Federal. O objeto central da deliberação consistiu em decidir se a Câmara dos Deputados deve exigir esclarecimentos oficiais sobre a utilização de ferramentas tecnológicas, como o sistema "Córtex" e o "Alerta Brasil", no rastreamento de parlamentares, ex-parlamentares e lideranças políticas. O debate envolveu a balança entre a prerrogativa constitucional de fiscalização dos atos do Poder Executivo pelo Legislativo e a necessidade de preservar o sigilo de operações de inteligência e a eficácia dos órgãos de segurança pública. Um cidadão favorável a esta deliberação argumenta que o Parlamento tem o dever de fiscalizar o uso de recursos estatais e zelar pelas garantias fundamentais contra potenciais desvios de finalidade. Por outro lado, um cidadão contrário pode ponderar que questionamentos detalhados sobre ferramentas de investigação em curso podem expor estratégias operacionais e gerar desgaste institucional sem a comprovação prévia de irregularidades.
Nesta deliberação, as lideranças partidárias firmaram acordo no Plenário e a matéria foi aprovado por aclamação, dispensando o registro individual no painel eletrônico de votação.